PLANTAS MEDICINAIS - Sinop Energia ministra curso para moradores de Itaúba

O encontro contou com a participação da doutoranda Jacqueline Kerkhoff, da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal da UFMT, que apresentou as etapas da produção de medicamentos fitoterápicos e um estudo sobre bufonídeos (sapos)

Ensinar a forma correta de cultivo, colheita e uso das plantas medicinais. Este foi o objetivo da Sinop Energia, que, por meio do Programa de Educação Ambiental (PEA), realizou o curso de Plantas Medicinais no município de Itaúba. No mês de maio, a comunidade, técnicos da saúde, agentes comunitários e profissionais de áreas afins, participaram do encontro realizado na Câmara de Vereadores do município.

Hortelã, poejo, anador, erva e capim cidreira, boldo, tansagem, goiabeira e cajueiro, foram algumas das espécies trabalhadas pela equipe técnica da MM Social, empresa responsável pela execução do Programa. Foram repassadas também, informações sobre as normas e diretrizes de uso, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Resolução RDC Nº 10, de 09 de maio de 2010, onde são descritas 66 plantas para usos medicinais.

O encontro contou com a participação da doutoranda Jacqueline Kerkhoff, da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que apresentou as etapas da produção de medicamentos fitoterápicos e um estudo sobre bufonídeos (sapos). Para ela, a conscientização sobre o uso das plantas medicinais também tem grande impacto na saúde da população. “Durante o curso, fui procurada por um dos participantes que descobriu que poderia estar sofrendo uma reação adversa resultante da interação de um medicamento químico com um fitoterápico”, relatou Jacqueline.

De acordo com a analista Socioambiental da Usina, Jaqueline Pysklevitz, também o tema “Taxonomia Botânica” foi um dos assuntos abordados pela bióloga Adriana Mohr, executora do Programa pela MM Social. Repassaram, ainda, informações sobre o uso, indicações e restrições das plantas medicinais com base na legislação vigente. “Os profissionais também esclareceram aspectos de estudos químicos, farmacológicos e clínicos envolvendo os fitoterápicos”, declarou.

Ainda segundo Pysklevitz, seja pela biodiversidade abundante, seja pela dificuldade de acesso da população aos medicamentos industrializados, o uso de chás e infusões vem crescendo no País. O número de pessoas que procuram por medicamentos fitoterápicos dobrou nos últimos anos, passando de cerca de seis mil pessoas para quase 16 mil, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. “A prática é muito comum no Brasil e faz parte da cultura popular. Os benefícios de algumas plantas medicinais passaram a ser comprovados por estudos científicos e seu uso regulamentado pela Anvisa”, finalizou.

O curso integra um conjunto de ações desenvolvidas pelo PEA, definidas pelos representantes dos cinco municípios envolvidos pelo Empreendimento no 3º Seminário Intermunicipal de Educação Ambiental, realizado no mês de março, em Sinop. A previsão é que a mesma atividade também aconteça no município de Sorriso.

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